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Bienal de Arte de Cerveira abre portas no sábado com 185 obras de 22 países

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC), o evento de arte contemporânea mais antigo de Portugal, regressa a Vila Nova de Cerveira entre os dias 18 de julho e 30 de dezembro. A cerimónia de abertura da 24.ª edição acontece este sábado com a presença do Presidente da República Portuguesa, António José Seguro.

Segundo o município de Vila Nova de Cerveira, a edição deste ano “propõe uma reflexão sobre as fronteiras enquanto espaços de relação, transformação e criação”. “Inspirada pela condição raiana de Vila Nova de Cerveira, a Bienal apresenta um programa que aproxima diferentes geografias, culturas e linguagens artísticas, promovendo o diálogo entre artistas, comunidades e públicos”, lê-se no comunicado.

Ao longo de mais de cinco meses, a 24.ª edição da BIAC, subordinada ao tema “Territórios sem Fronteira”, reúne 140 participações artísticas, apresenta 185 obras de 22 países e distribui a sua programação por quatro polos expositivos.

Exposições, projetos curatoriais, residências artísticas, oficinas, conferências, atividades de mediação cultural e um festival de cinema compõem a programação que tem como um dos seus principais eixos o XXIV Concurso Internacional, que reúne 36 artistas de 14 nacionalidades selecionados entre um recorde de 900 candidaturas provenientes de todo o mundo.

Com direção artística de Mafalda Santos, a Bienal presta ainda homenagem a Silvestre Pestana, único artista presente em todas as edições da Bienal desde 1978, através da exposição “Luso Lunar”.

A edição de 2026 apresenta ainda o festival de cinema BIOGRAF’26 e a exposição coletiva “¿De qué casa eres?”, inspirada na obra de Ana Pérez-Quiroga e que reúne 46 artistas de 16 países, entre os quais Vhils, João Penalva, André Sousa e Susanne Themlitz.

Criada em 1978, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira continua a afirmar-se como uma das mais relevantes plataformas de arte contemporânea da Península Ibérica. Ano após ano, a iniciativa tem vindo a promover o encontro entre artistas, investigadores, instituições e público e a reforçar o seu compromisso com a criação artística e a cooperação cultural.

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