O Governo português aprovou a criação de uma nova eurocidade que liga o Alto Minho à Galiza. A validação por parte de Espanha já tinha sido concedida, o que permite avançar para a constituição oficial da Eurocidade do Minho, composta pelo município de Melgaço e pelos municípios galegos de A Cañiza, Arbo, As Neves e Crecente.
O parecer favorável reconhece a consolidação da colaboração entre os cinco municípios e atribui-lhes enquadramento jurídico para avançar com projetos comuns, candidaturas a fundos comunitários e gestão conjunta de serviços públicos. Está prevista ainda a criação de uma estratégia comum de promoção turística, centrada no rio Minho, na gastronomia local e no património natural do território.
“O rio Minho sempre foi um ponto de encontro. O que conseguimos agora, com esta validação governamental, foi dar forma institucional a um bairro que já existe na prática”, afirmou o presidente da Câmara de Melgaço, José Albano, acrescentando que esta nova estrutura transfronteiriça vai permitir “ganhar dimensão e uma voz mais forte em Lisboa, Santiago de Compostela e Bruxelas”.
O processo arrancou em 2022, com a assinatura de um acordo de colaboração entre os cinco autarcas. Seguem-se agora os procedimentos finais, que incluem a assinatura de um protocolo de cooperação, cuja data será anunciada em breve.
A Eurocidade do Minho será mais uma a nascer nas margens do rio Minho. A primeira surgiu em 2012, entre Tui e Valença do Minho, seguindo-se Salvaterra do Minho e Monção, em 2015, e Tomiño e Vila Nova de Cerveira, em 2018. Também o município de Caminha e os concelhos galegos de A Guarda e O Rosal viram aprovada uma candidatura a fundos transfronteiriços do programa Interreg VI Espanha–Portugal (POCTEP) 2021–2027, destinada à criação formal da eurocidade da Foz do Minho.

